Integrante do pilar sustentabilidade ambiental da cooperativa, o projeto Unihorta ganha novo fôlego com mais uma capacitação em aquaponia do Senar
Implantado no final de 2023, o projeto Unihorta, uma das grandes ações sociais da Uniodonto Goiânia, focada em responsabilidade social e sustentabilidade ambiental, começa o ano estruturando as bases para sua ampliação. Com o objetivo de motivar e aumentar o número de participantes no projeto, a cooperativa promoveu mais uma curso de aquaponia em parceria com o Serviço de Aprendizagem Rural de Goiás (Senar).
Com a participação da Diretoria Executiva da Uniodonto Goiânia e colaboradores que abraçaram o projeto da Unihorta, o treinamento mobilizou cerca de 20 voluntários, que tiveram a oportunidade de aprofundar os conhecimentos em aquaponia para cultivo de hortaliças e criação de peixes. A capacitação foi realizada no último final de semana, entre os dias 5 e 7 de março.
O treinamento e reciclagem em aquaponia – sistema sustentável que integra a criação de peixes com o cultivo de plantas – foi ministrado pelo professor Fillipe Thiago Leite, com atividades teóricas e práticas. Como forma de incentivar o engajamento dos colaboradores, o treinamento contou com as presenças do presidente Fábio Prudente e dos diretores Fernando Georgeo (Administração) e Neirimar Norberto (Mercado), que também preside o Instituto Uniodonto Goiânia.
Ao falar aos participantes do treinamento, o diretor Administrativo Fernando Georgeo deu boas-vindas aos voluntários e conclamou-os a se engajarem ainda mais nesse projeto que destacou a Uniodonto Goiânia em nível nacional, motivando inclusive reportagens em grandes redes de televisão do país. “Com esse nosso trabalho de formiguinha, impactamos muitas famílias que receberam as hortaliças produzidas pelo nosso valoroso time, além de termos disseminado essa semente da Unihorta em todo o sistema cooperativo”, salientou o diretor, que está no projeto desde o início. Recentemente, a Unihorta passou a ser vinculada ao Instituto Uniodonto Goiânia.
Fernando Georgeo fez questão ainda de destacar a importância do projeto para a cooperativa e para o instituto, que tem como base o 7º princípio cooperativista, que é o interesse pela comunidade. “Depois desse projeto, tenho certeza que todos nós passamos a dar o devido valor a um pé de alface. Porque esse é um projeto social, de sustentabilidade ambiental e também de conscientização, de valorização da agricultura familiar, que não tem o mesmo incentivo dos grandes exportadores”, disse. Segundo ele, poder levar um alimento sem agrotóxico para quem está em tratamento de câncer, por exemplo, dignifica o trabalho e a dedicação dos colaboradores da cooperativa.
O presidente Fábio Prudente parabenizou os voluntários pela adesão ao projeto, que integra a agenda de Governança e Sustentabilidade da Uniodonto Goiânia. Ele destacou a autonomia e o alcance social da Unihorta, que é executada pelos voluntários, que doam tempo para cuidar do manejo da horta e dos peixes. “Essa é uma escolha do coração, uma oportunidade de transformar a vida de pessoas que precisam, mas com grande impacto para a cooperativa. Às vezes, promovermos a próxima refeição de alguém já é uma grande ajuda”, afirmou.
Para a colaboradora da cooperativa e voluntária do projeto desde o início, Laudiceia Silva de Moura, gerente de Front Office, participar da Unihorta é uma forma de contribuir com algo que gera impacto real na vida das pessoas.”Sempre atuei em ações sociais e aqui na cooperativa meus valores encontraram ressonância nos propósitos cooperativistas. A Unihorta é muito especial, faço com alegria”, contou.
Já para a colaboradora Suzana da Silva Oliveira participar da Unihorta significa levar conforto e atenção para as pessoas mais necessitadas. “Esse projeto é uma demonstração de que nossa cooperativa tem compromisso com a comunidade, com as pessoas mais necessitadas. Sei que, com esse meu trabalho voluntário, posso contribuir, por isso me empenho em cuidar da nossa horta”, assinalou a voluntária.
História e avanços da Unihorta
A Unihorta é um projeto que nasceu como uma pequena horta tradicional, mantida em terra por duas colaboradoras da Uniodonto Goiânia, que cultivavam alguns temperos e plantas medicinais. A ideia foi apoiada pela Diretoria Executiva e logo veio a adoção da aquaponia para desenvolver o potencial e alcance social da iniciativa.
Assim, a Uniodonto Goiânia viabilizou em 2023 o primeiro curso junto ao Senar para formar multiplicadores. O objetivo inicial era enriquecer a alimentação dos próprios colaboradores, com hortaliças frescas e orgânicas.
Mas, a partir desse primeiro curso, o projeto cresceu, com adesão de novos voluntários e aumento da produção. Veio, então, o salto social, com a necessidade de atender também a comunidade mais vulnerável, com distribuição da produção, o que é feito atualmente por meio de entidades filantrópicas, a exemplo do Lar Caminho da Luz, que acolhe crianças em tratamento contra o câncer.
Sustentabilidade ambiental
A voluntária Laudiceia Moura explica que o sistema de aquaponia une a criação de peixes e plantio de hortaliças sem solo, de forma cíclica, e totalmente sustentável. Tudo é reciclado, como por exemplo, a água dos peixes, rica em dejetos. Ela é bombeada para as plantas, onde bactérias convertem a amônia em nutrientes, alimentando os vegetais e purificando a água, que retorna ao tanque.
A água utilizada no sistema também é colhida no período chuvoso e armazenada em um tanque apropriado. A voluntária salienta que no final do ciclo, que dura aproximadamente 30 dias, essas hortaliças são doadas a instituições de caridade.
“O nosso projeto alcançou, assim, o pilar social do conceito ESG – que reúne as politicas de meio-ambiental, social e de governança de uma empresa -, contribuindo com o enriquecimento nutricional das crianças assistidas pelas entidades beneficiadas, além de proporcionar uma experiencia transformadora para os colaboradores voluntários”, relata.
A Unihora funciona com mão de obra totalmente voluntária e requer vigilância diária, incluindo finais de semana. Para cobrir esse período, os voluntários se revezam em escala. A manutenção do sistema é realizada no período aproximado de quatro meses, aos sábados, reunindo a equipe fora do expediente de trabalho.
Para se ter uma ideia da dimensão do projeto, mais de 300 famílias foram beneficiadas no ano passado, com distribuição das hortaliças para três instituições de caridade. Para este ano, a meta é ampliar o número de voluntários e a produção. No último sábado, por exemplo, foram plantados 400 mudas de alface e alguns temperos, como pimenta, manjerição e cebolinha.
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